domingo, 30 de novembro de 2008

Mil Vezes Elevado ao Infinito

podes-me invadir ou chegar delicadamente, mas não me faças dormir. grita comigo mas não esperes que me cale. fazeres-me andar de bom humor, é melhor do que mentir descaradamente. conta-me coisas que me façam rir, viaja pelo mundo. magoa-te antes de me magoares, e depois diz-me como te sentes. respeita. contraria-me, mas não muito. cria um papel só teu e representa-o no mundo real, chega de ficção. esse teu jeito de ser, faz-te andar a mil á hora sem nunca saires do mesmo sítio. e rodopias ao som de várias músicas. senta-te no chão e sente como ele é frio. toca o sol com as pontas dos dedos e vais ver como queima. dói não dói? e sorrir? podias fazê-lo mais vezes. faz-me sorrir mais vezes. e andas descontraidamente rua abaixo, rua acima. não sabes por onde andas. falas sem saber utilizar as palavras. gesticulas-te todo. agarras em mim e não
sabes o que fazer comigo. leva-me lá, vamos saltar por cima de pequenas poças de água e deixar que a lua defina as nossas sombras. vamos correr. vamos respirar todo o vento do mundo. vamos conduzir de mãos entrelaçadas, ao som de incubus, naquela recta. 'you do something to me that I can't explain'. ensina-me a gostar de algo. deixa-me dizer-te que existe um lugar, um momento em que as coisas acontecem. lembra-te que já aconteceu. diz-me que não. diz-me que sim. fica. põe o banco para trás e espera que eu te beije a cara. espera que as minhas mãos toquem o teu corpo. e desafia-me, desafia-me muito e verás que te farei feliz, mil vezes elevado ao infinito.

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