sábado, 20 de dezembro de 2008
érre
o teu rosto dentro das minhas mãos.
os meus dedos sobre os teus lábios e a ternura, como o horizonte, debaixo dos meus dedos.
os meus lábios a aproximarem-se dos teus lábios.
os teus olhos entreabertos, os teus olhos e os teus lábios a aproximarem-se dos meus lábios a aproximarem-se dos teus lábios a aproximarem-se dos meus lábios, teus lábios.'
josé luís peixoto
segunda-feira, 15 de dezembro de 2008
ERRE
é quando decido correr, que manifestas indiferença.
é quando sinto que gosto de ti, que ganho forças.
é quando avanças, que despertas os meus sorrisos.
somos diferentes.
erre.
quarta-feira, 10 de dezembro de 2008
'you left me hanging from a thread we once swun from together,
I lick my wounds but I can't see them getting better...' - maroon 5
domingo, 30 de novembro de 2008
Mil Vezes Elevado ao Infinito
sabes o que fazer comigo. leva-me lá, vamos saltar por cima de pequenas poças de água e deixar que a lua defina as nossas sombras. vamos correr. vamos respirar todo o vento do mundo. vamos conduzir de mãos entrelaçadas, ao som de incubus, naquela recta. 'you do something to me that I can't explain'. ensina-me a gostar de algo. deixa-me dizer-te que existe um lugar, um momento em que as coisas acontecem. lembra-te que já aconteceu. diz-me que não. diz-me que sim. fica. põe o banco para trás e espera que eu te beije a cara. espera que as minhas mãos toquem o teu corpo. e desafia-me, desafia-me muito e verás que te farei feliz, mil vezes elevado ao infinito.
sábado, 29 de novembro de 2008
Eu Sei
sabias que quando se está apaixonado os lábios secam, o estômago dá voltas, a cabeça funciona a mil há hora?
sabias que todos os dias tens qualquer coisa de nova para aprender?
sabias que existem músicas que nos marcam?
sabias que gosto de ler coisas sem sentido algum?
sabias que gosto de dizer coisas sem sentido algum?
sabias que de todos os meus sorrisos, existe um que é mais feliz?
sabias que desses sorrisos, um é feito por ti?
sabias que a minha tristeza prende-se a mil razões, só uma a põe mais triste do que já é?
sabias que a vida deve ser vivida ao máximo, aproveitar as coisas boas e mandar as más para trás das costas?
sabias que agora chove lá fora, as estradas estão molhas, há carros que colidem num sítio qualquer, existem luzes, existe tempo?
sabias que o tempo passa?
sabias que o que hoje é importante, amanhã pode já não ser?
ou sabias que o que não é importante hoje, amanhã pode ser?
sabias que a nossa felicidade depende só de nós?
sabias que o amor é dificil de compreender, e que mesmo que o tentemos explicar não dá?
sabias que ainda aqui estou?
sabias que é de noite?
sabias que lá fora faz frio?
sabias que sei do teu olhar, da tua pele, do teu sorriso, das tuas mãos?
sabias que sei de ti?
sabias que o passado não se repete?
sabias que existe futuro ou dias que ainda estão por vir?
sabias que utilizo palavras para explicar o contrário daquilo que sinto?
sabias que existe um abraço do teu tamanho?
sabias que o mundo é livre e tu és livre dentro dele. e que as coisas onde não encontras explicação, são as que te levam á loucura até que encontres um verdadeiro significado para elas?eu sei.
quinta-feira, 27 de novembro de 2008
Vinte.
congratulo a vida, as coisas boas e más.
agradeço a razão da minha existência.
são duas décadas de efemeridade.
20.
segunda-feira, 24 de novembro de 2008
Caminhos.
segunda-feira, 10 de novembro de 2008
O Mundo lá fora.
quinta-feira, 6 de novembro de 2008
Estupidamente.
terça-feira, 4 de novembro de 2008
Prometo.
prometo ser o quente, nos dias de frio.
prometo ser o chão, quando caires.
prometo pedir desculpa, para justificar os erros.
prometo estar lá, sempre.
prometo concordar, quando tiver que o fazer.
prometo-te cada dia.
prometo amar-te, sem ter que te mudar.
prometo sorrir, e fazer-te sorrir.
prometo nunca te fazer chorar.
prometo-te todas as minhas forças.
prometo dar-te valor, se me valorizares.
prometo-me ao nosso compromisso.
prometo nunca sentir o teu amor em vão.
prometo nunca perder fé em ti.
prometo nunca te fazer desistir.
prometo nunca te dar falsas razões para confiares.
prometo confiar.
prometo-te os meus sorrisos.
prometo-te mãos dadas.
prometo-te a razão desconhecida.
prometo-te até o que não tenho.
prometo acima de tudo, dar sem pedir nada em troca.
prometo cuidar.
prometo-te o infinito e as coisas boas da vida.
espero que mais tarde, me possas tu prometer amor e vida...aí dir-te-ei que te prometo tudo, a ti e aos nossos filhos.
a mim.
á nossa luta e ao nosso desempenho.
a nós.
segunda-feira, 3 de novembro de 2008
Voar
inspirada.
protegida.
contigo, sigo a minha vida.
o teu ar frio, sereno, faz-me querer mais.
sempre longe e perto...atento aos meus ideais?
o que me é dado num dia, é-me tirado no outro sem eu saber.
desenho o meu destino.
luto.
sonho e crio.
não tenho medo de nada, não vejo perigo em nada.
salto sem cair.
estarás lá em baixo para me segurar?
só assim faz sentido.
quero ser alguém...e voar...
se confiares, eu confio.
se disseres sim, eu sigo em frente.
quero-te a ti, ás tuas palavras, ao teu incentivo.
fixo o teu olhar enquanto falo.
acreditas em mim?
só fico se quiseres.
o que achas?
estou a ser chata?
não consigo ouvir a tua resposta.
não sei o que pensar.
invejo o teu sorriso e derreto-me com o teu olhar.
só assim tenho prazer, só assim quer voar.
estou certa do que sinto.
dúvidas á parte, penso...logo existo.
voar...
sonhar...
vou ter que te mostrar?
dá-me a mão, voa comigo...
vou-te fazer acreditar!
domingo, 26 de outubro de 2008
Sempre.
sempre o mesmo olhar,
sempre a mesma arrogancia
na maneira de falar.
Sempre o mesmo suspiro,
sempre a mesma canção,
sempre eu que conspiro
para que me dês a mão.
Sempre o mesmo 'estou aqui'
e o 'não quero estar',
sempre o mesmo 'fugi'
e o 'nao vou voltar'.
Sempre a mesma voz,
sempre o mesmo voar,
todo esse corpo veloz
desfeito num balançar.
Sempre os mesmos passos,
sempre o mesmo amanhã,
repleto de tantos traços
que só vemos ao sol da manhã.
Sempre os mesmos gestos,
sempre a mesma estalada,
sempre os mesmos afectos
dados em troca de nada.
Sempre o mesmo 'hoje nao'
e o 'amanha talvez',
sempre a mesma afliçao,
de te perder de vez.
Sempre os mesmos gritos,
e a vontade de me lançar
por esses caminhos perdidos,
até a ti chegar.
Sempre o mesmo toque,
sempre a mesma incerteza,
sempre o mesmo caminhar
em busca de toda a certeza.
Sempre a mesma estrada
para a ti retornar,
sempre o mesmo nada,
que me faz querer parar.
Sempre o mesmo perder
e a mesma insegurança,
sempre o mesmo querer,
em busca de esperança.
Sempre a mesma noite
e os corpos despidos,
sempre o mesmo 'sou forte',
em todos os pensamentos perdidos.
Sempre o mesmo respirar,
e a maneira de sorrir,
sempre o mesmo andar,
que nao me faz desistir.
Sempre a mesma mão
a segurar o tal cigarro,
sempre o mesmo 'nao'
quando com um adeus me deparo.
Sempre os mesmos jardins
e conversas sobre a mesa,
sempre os mesmos fins
por caçar uma presa.
Sempre o mesmo feitio
e a mesma calma,
sempre o mesmo arrepio
que me transforma a alma.
Sempre o mesmo jogar
sem alterar o jogo,
e tudo o que me podes dar
fica para 'mais logo'.
Sempre o mesmo beijo
que acaba com tudo,
sempre o mesmo desejo
que nos leva ao fundo.
Sempre o mesmo ódio,
sempre o mesmo amor
que nos faz tremer de frio
sem escapar, de sentir qualquer dor.
sábado, 25 de outubro de 2008
Sorrisos.
e sorrisos corajosos,
sorrisos ousados
e generosos.
Existem sorrisos arrojados
e sorrisos honestos,
sorrisos apaixonados
e ciumentos.
Existem sorrisos alegres
e sorrisos carinhosos,
sorrisos livres
e curiosos.
Existem sorrisos inesperados
e sorrisos confiantes,
sorrisos sonhados
e expectantes.
Existem sorrisos chorados
e sorrisos rancorosos,
sorrisos introvertidos
e teimosos.
Existem sorrisos indecentes
e sorrisos misteriosos,
sorrisos elegantes
e vitoriosos.
Existem sorrisos únicos
e sorrisos sinceros,
sorrisos simpáticos
e aventureiros.
Existem sorrisos como o teu,
que te tornam diferente
e que fazem do meu
uma realidade presente.
sexta-feira, 24 de outubro de 2008
Os Dias.
gosto de falar dos dias, não sei porquê.
os dias podem ser nublados.
tempestuosos.
tristes e amargos.
os dias podem ser solarengos.
teimosos.
felizes e embaraçosos.
os dias podem ser as tuas mãos a abrirem-se e a mostrarem caminhos.
podem ser o teu sorriso a guiar-me, se o teu olhar me detém.
os dias podem ser a inocência de uma palavra, se a tua voz insiste em continuar calada.
os dias podem ser em Paris, Berlim ou Viena, mas sempre em mim.
os dias podem ser tu a abrires uma porta e a fechares uma janela.
os dias podem ser nós dois a fazer morrer o sol para ver nascer a lua.
quinta-feira, 23 de outubro de 2008
És do Mundo.
se o poço é fundo, que ao menos tenha chão.
se a corda quebrar, que exista uma nova.
se os dias me acompanham, eles explicam a razão do meu caminhar e a hesitação do meu falar.e a música. quando dá aquela música, é por ti que ela toca. a música é tua. e tu és a música dentro da própria, porque música são os teus dedos entrelaçados nos meus. dedos entrelaçados mas que também se separam. dedos de homem e dedos de menina.
quem somos nós?
somos o que a vida nos ensina a ser, sem sermos de alguém porque a ninguém nos damos. e tu és do tempo e és da vida. tu és das casas, dos lagos, dos jardins. és do outono e da primavera. és do mundo. és o mundo de alguém. és de todos e não és de ninguém. és dos desertos e das praias, do céu estrelado e das planícies. és das árvores e do vento. és do sol e da chuva. és do espaço que me dá espaço e que me tira espaço.
e se digo que és de tudo isto é porque és um bocado de mim, mas não és meu.
quarta-feira, 22 de outubro de 2008
És Tu.
és o sorriso incontrolável e sem som.
és a palma da mão aberta.
és a lua e as estrelas no seu universo.
és quem me toma, num todo.
és a voz que teima em gritar e o grito que sai mudo.
és o meu infinito para além do meu fim.
és o gesto falhado em nome daqueles que ensaiamos e nunca fazemos por medo.
és as palavras amargas e doces.
és o meu sonho surreal.
és a dança do meu olhar.
és o vento que sopra nos meus ouvidos.
és a sombra dos meus passos.
és a timidez da minha insegurança.
és o olhar que fixa o horizonte.
és a pessoa que és e nada te pode mudar.
és a simplicidade de uma palavra minha.
és quem puxa o tempo sem o querer arrancar de mim.
és o corpo que se move no asfalto do meu interior.
és a visita ás minhas ruínas tão edificadas.
és tu.
és só tu.
